sábado, 11 de febrero de 2017

O CARNAVAL E A PSICOLOGIA DO BRASILEIRO



Oi pessoal,







Como já comentamos na sala de aula, o Carnaval é um evento cultural por demais importante no mundo todo, e no caso do Brasil, esse evento tem efeitos psicológicos importantes nas pessoas.


 Exercício. Leiam o artigo a seguir, postem seu comentário no blog e na quarta-feira conversaremos sobre o conteúdo  na sala de aula.


 
Preparação física e psicológica para o carnaval
 
Um corpo modelado, bronzeado e uma alimentação saudável são fundamentos básicos para unir o útil ao agradável que associa a saúde com a beleza, sempre em destaque no início do ano, como foco principalmente no carnaval. As academias ficam lotadas de jovens e adultos interessados em um verão saudável, com a autoestima lá em cima.

Cuidar do corpo de forma correta com o acompanhamento ideal, garante sim os cuidados com a mente no que se refere à auto estima, bom humor e outros fatores associados às consequências de uma satisfação pessoal. É importante lembrar ainda que no carnaval também existem aquelas pessoas que aproveitam o período extenso de feriado para viajar, aproveitar a família, fugir de festas ou simplesmente aproveita para descansar.

Está mais que provado que o carnaval, pela exuberância de corpos, pelas altas temperaturas em todo o país e claro pelo clima de romance que parece tomar conta do mês de fevereiro é uma das épocas mais esperadas pelos brasileiros que festivos ou não, aproveitam a semana carnavalesca da forma que podem. A cada ano, as divulgações relacionadas ao uso de preservativos, ao excesso de bebidas, perigos no trânsito e outros pontos relacionados com esta época aumentam com o propósito de amenizar as ocorrências que se agravam com o passar do tempo.

Mas porque os acidentes e os índices de doenças e gravidez indesejada ainda crescem no período de carnaval? Por que as pessoas ainda seguem o caminho errado, mesmo cientes das consequências? Algumas questões são feitas em busca de explicações para tantos pontos negativos. Muitas destas questões são respondidas com uma única frase, “carnaval é tempo de extravasar”.  E as consequências dessa liberação de sentidos, humores e conceitos? E o pós carnaval?

Kátia Beal é psicóloga e ressalta que o carnaval é um ritual que facilita a conexão entre realidade interna e externa. Ela explica que, de acordo com um analista da mente humana, chamado Jung, o carnaval é um ritual que facilita a conexão entre realidade interna e externa. É parte da necessidade humana de se libertar dos padrões vividos no cotidiano. “Uma festa que permite extravasar e fantasiar. É como se as pessoas recebessem autorização para se divertir além dos limites”, destaca a psicóloga dizendo ainda que carnaval surgiu quando a igreja fixou um período para as pessoas refletirem, que se inicia na quarta-feira de cinzas. “Então, antes da penitência, as pessoas se esbaldavam e usufruíam de coisas mundanas, as quais ficariam privadas por 40 dias”, afirmou.

Toda festa pode ser bem aproveitada com bom senso. De acordo com Kátia, ao longo dos anos as tradições carnavalescas vêm sofrendo mudanças. Segundo ela, antes as pessoas brincavam na folia, participavam de bailes e se divertiam junto com a família. Agora, estão perdendo o bom senso. “Muitos aproveitam como se o mundo fosse acabar. Se comportam de maneira autodestrutiva, abusam de álcool e drogas e tem relações sexuais sem proteção”, disse.

Segundo a especialista, é como se as permissões para o Carnaval não fossem suficientes. “Acredito que a própria ansiedade, a correria na vida das pessoas, as exigências do mercado de trabalho e as dificuldades podem contribuir para esse descontrole nos momentos de diversão.”

Carnaval sem festa faz bem para a mente

Afinal, não são todos que gostam de muita festa, pensando nisso, agências de viagens aproveitam a época de carnaval para divulgar pacotes extras com valores especiais com foco em locais praieiros ou serranos, que tenham no repertório, muito conforto, gastronomia de qualidade e passeios turísticos que completam o interesse de quem prefere relaxar, curtir a família e os amigos durante o feriado prolongado. Pedro Henrique Teles de Menezes, de 22 anos, planeja um carnaval diferente, neste ano. Ele pensa em uma festa diferente, reunindo amigos mais próximos em um local que reúne a alegria do carnaval com a tranquilidade que essa turma vem buscando. “Nós vamos nos encontrar como um encontro de final de semana, vamos fazer nossa festa com mais foco em lazer e amizade, afinal a ideia é curtir ao máximo sim, mas de uma forma mais tranquila, sem desgastar tanto, pensamos em descansar sem perder o ritmo carnavalesco e a diversão”, conclui Menezes.

Fonte: http://encenasaudemental.net/sem-categoria/preparacao-fisica-e-psicologica-para-o-carnaval/

sábado, 4 de febrero de 2017

QUAIS AS ORIGENS DO CARNAVAL NO BRASIL?

Oi pessoal,

Bem vindos a um novo semestre de portugués.  Estou certa que juntos vamos continuar aprendendendo muito da cultura lusófona.


Desta vez vamos ler um texto introdutório acerca do Carnaval, um fato cultural de grande importância, neste caso específico, para o povo brasileiro.



QUAIS AS ORIGENS DO CARNAVAL DO BRASIL E NO MUNDO?
                           
Grande festa popular, o Carnaval reúne milhares de pessoas nas ruas, nas passarelas do samba e em clubes de todos os cantos do País. Mas engana-se quem pensa que essa comemoração teve origem aqui. O Brasil entrou na história da festa apenas a partir do descobrimento pelos portugueses, em 1.500, quando essa manifestação cultural já contava com uma longa trajetória.

De acordo com o historiador Voltaire Schilling, o carnaval é a festa profana mais antiga que se tem registro, já que existe há mais de 3 mil anos. As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto ao deus Dionísio, que mais tarde foi celebrado em Roma como Baco, espalhando-se para os países de cultura neolatina. Consta que as primeiras seguidoras do deus foram mulheres, que viram nos dias que lhe eram dedicados um momento para escaparem da vigilância dos maridos para poderem cair na folia. Nos dias permitidos, elas saíam aos bandos, com o rosto coberto de pó e com vestes transformadas ou rasgadas, cantando e gritando. Os homens não demoraram em aderir a essa celebração.

A historiadora e diretora da Fundação Joaquim Nabuco, Rita de Cássia Araújo, aponta que as festas populares que ocorriam na era pré-cristã no Hemisfério Norte, principalmente no Egito, em Roma e na Grécia, para celebrar o fim do inverno e a chegada da época do plantio de lavouras impulsionaram o que se caracterizou como a origem do Carnaval. Segundo Rita, não havia referências religiosas, mas já havia as brincadeiras e as máscaras.
 
De celebração agrária a festa ganhou contornos religiosos quando o Cristianismo atribuiu significado à festa, que passou a ser vinculada à Páscoa - a Terça-Feira Gorda é 47 dias antes do domingo de Páscoa. A festa, então, passou a ter um sentido de tempo de diversão e exagero, de comida e bebida, que antecede a entrada num período de reflexão e jejum dos cristãos antes da Páscoa, quando os fiéis teriam de se recolher e rever sua vida.
Ainda de acordo com Rita, uma segunda corrente de pesquisadores diverge da ideia de festa surgida há tanto tempo, sustentando que o Carnaval tem múltiplas origens, com diferentes significados e contextos que levara ao seu nascimento em cada região.
   
Carnaval no Brasil
Muito tempo depois, no século XVII, a festa chegou ao Brasil por meio dos portugueses. Com o nome de intrudo, baseado principalmente em brincadeiras em que pessoas sujavam umas as outras como o mela-mela. "Havia uma distinção social nessa festa. As famílias brancas brincavam nas casas e os escravos brincavam nas ruas", diz Rita.
    
Com a declaração da independência do Brasil, em 1822, o intrudo, de raiz colonial, passou a ser visto como algo negativo e atrasado. Por isso, a partir da iniciativa de intelectuais, artistas e imprensa, houve um rompimento com a tradição colonial na segunda metade do século XIX e a adoção no País de modelos de festa trazidos da Itália e da França, já com o nome de Carnaval (que teria o sentido de "adeus à carne"). "Aí que entraram os bailes e os desfiles nas ruas com alegorias", destaca Rita.
     
Segundo Voltaire Schilling, a partir de 1935, com o crescente centralismo estatal determinado pela Revolução de 1930, começou-se a sufocar a espontaneidade popular submetendo os desfiles populares a regulamentos, horários e trajetos a serem cumpridos à risca. Ganharam destaque a partir de então os desfiles das escolas de samba, principalmente no Rio de Janeiro.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/educacao/voce-sabia/quais-as-origens-do-carnaval-no-brasil-e-no-mundo,f80
Exercício. Depois de ter lido o texto acima, coloque, antes da quarta-feira, 8 de fevereiro, um comentário acerca do conteúdo.  Além disso, procure informação na internet sobre o mesmo tema "Carnaval" no Brasil.  Na quarta-feira, comentaremos essas informações na sala de aula para continuar a macrotarefa.

sábado, 1 de octubre de 2016

História do Brasil

 Oi pessoal,

Eis aqui um texto breve sobre a história do Brasil.  Leiam-no e coloquem seu comentário no blog antes da próxima quarta-feira, 5 de outubro. Vocês podem procurar maior informação, naveguem pela internet.

A História do Brasil é dividida, consensualmente e para fins didáticos, em três períodos principais: Período Colonial, Período Imperial e Período Republicano. Entretanto, tais divisões existem apenas para organizar esquematicamente os principais conteúdos sobre a formação do Brasil, tendo como ponto de partida o ano do descobrimento, isto é, 1500. Entretanto, é sabido que, no território em que se “formou o Brasil”, havia, antes, várias tribos nativas com aspectos culturais muito particulares. Mesmo antes da formação dessas tribos, houve também povos primitivos que deixaram os vestígios de sua cultura em vários lugares do território brasileiro (Veja Pré-história brasileira) há milhares de anos.
A esse período da História do Brasil cujo tema central é o estudo dos povos nativos, isto é, dos povos indígenas, dá-se o nome de Período Pré-Cabralino. Essa nomenclatura faz referência a Pedro Álvares Cabral, cuja chegada em terras brasileiras é considerada o marco inaugural da História do Brasil. A partir de então, de 1500 em diante, sobretudo a partir da década de 1530, teve início a fase do Brasil Colônia.
O Brasil começou a ser efetivamente colonizado em razão da preocupação que Portugal passou a ter com as ameaças de invasões das terras brasileiras por outras nações, como viriam a ocorrer décadas depois. O primeiro sistema de ocupação e administração colonial foi o das Capitanias Hereditárias, que, posteriormente, foi regido pelo Governo Geral, que tinha o objetivo de organizar melhor a ocupação do território, bem como desenvolvê-lo. O período do Brasil Colonial estendeu-se até o início do século XIX, especificamente até 1808, quando a Família Real veio para o Brasil e integrou-o ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Foi nesse período em que se desenvolveram a economia e a sociedade açucareira e, depois, a economia e a sociedade mineradora. Dataram ainda do período Colonial as várias Rebeliões Nativistas e Rebeliões Separatistas, merecendo destaque especial a Inconfidência Mineira.
Em 1822, teve início a fase do Brasil Império, ou Período Imperial. Desde a vinda da Família Real (1808) para o Brasil até 1822 houve intensas transformações políticas tanto no Brasil quanto em Portugal, que acabaram por conduzir as elites brasileiras e o Príncipe D. Pedro I a declararem o Brasil um Império independente. Após a estruturação do Império, seguiu o Período Regencial, período esse marcado pelo governo dos regentes daquele que se tronou o segundo imperador brasileiro, Dom Pedro II, que, à época em que o pai deixou o poder (1831), ainda não estava em idade hábil para governar o país. O Segundo Reinado só começou de fato no ano de 1840, estendendo-se até 1889, ano da Proclamação da República. Um ano antes, ainda sob a vigência do Império, foi decretada a Abolição da Escravatura.
A partir de 15 de novembro de 1889, teve início o período do Brasil República. Esse período caracterizou-se pela montagem de uma estrutura política completamente diversa daquela do Império. A busca pela efetividade dos ideais políticos republicanos, influenciados pelo positivismo, guiou a formação da república brasileira, que se dividiu, esquematicamente, entre República Velha (1889-1930), cujas rebeliões que nela ocorreram merecem destaque; Era Vargas (1930-1945), que foi marcada pelo longo governo do político gaúcho Getúlio Dornelles Vargas; fase da República Populista (1945-1964), que se situou no período inicial da Guerra Fria e caracterizou-se pela estrutura política baseada no fenômeno do populismo; e, por fim, a fase dos Governo Militares (1964-1985), marcada pelo Golpe Militar de 31 de março de 1964 e, depois, pelo Ato Institucional nº5, de 13 de dezembro de 1968, que estendeu o regime militar (com cassação de direitos políticos e liberdades individuais) até o ano de 1985.
Ainda há a fase do Brasil Atual, que é estudada de acordo com as pesquisas mais recentes que são feitas sobre a conjuntura política, sociocultural e econômica do Brasil dos últimos 30 anos.

martes, 30 de agosto de 2016

QUEM SAO OS BRASILEIROS?

Oi pessoal,

Sabemos que o mundo lusófono está presente em diferentes países de vários continentes, daí que resulte complexo compreender como cada um desses países faz parte desse mundo tão diverso culturalmente.  Visto que vocês estão começando se aproximar da cultura lusófona, neste semestre vamos iniciar nossa viagem pelo Brasil.  Hoje vamos ler um pouco acerca de quem são os brasileiros e aos poucos iremos viajando através de cada região brasileira.

Os brasileiros formam uma nacionalidade ligada de forma indissociável ao Estado brasileiro, ou seja, a característica fundamental de um brasileiro é sua ligação com a República Federativa do Brasil. Como é característica dos países do Novo Mundo, os brasileiros não formam um grupo étnico homogêneo, portanto não existindo, na antropologia tradicional, uma etnia brasileira. Um brasileiro pode ser também uma pessoa nascida em outro país de um pai brasileiro ou mãe brasileira ou um estrangeiro morando no Brasil, que solicitou a cidadania brasileira. No período que se seguiu à descoberta do território brasileiro por Portugal, durante boa parte do século XVI, o vocábulo "brasileiro" foi dado aos comerciantes portugueses de pau-brasil, designando exclusivamente o nome de tal profissão, visto que os habitantes da terra eram, na sua maioria, índios, ou portugueses nascidos em Portugal, ou no território agora denominado Brasil. No entanto, desde muito antes da independência do Brasil, em 1822, tanto no Brasil como em Portugal, já era comum se atribuir o gentílico "brasileiro" a uma pessoa, normalmente de clara ascendência portuguesa, residente ou cuja família residia no Brasil colônia (1530-1815), pertencente ao Império Português. Durante a vigência do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no entanto, houve confusões quanto à nomenclatura.

Grupos étnicos
A população brasileira é formada principalmente por descendentes de povos indígenas, colonos portugueses, escravos africanos e diversos grupos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil, sobretudo entre 1820 e 1970. A maior parte dos imigrantes era de italianos e portugueses, mas houve significante presença de alemães, espanhóis, japoneses sírio-libaneses, poloneses e ucranianos.
Ressalta-se também que uma pesquisa genética realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais apontou que em torno de 19% dos brasileiros brancos naturais da região nordeste são portadores do haplogrupo 2, o qual é menos comum em Portugal. O estudo levanta a teoria que isso pode ser resultado da presença holandesa na região. Segundo o historiador Eduardo Fonseca Jr, 80 mil holandeses estiveram no Brasil durante a invasão e alguns nordestinos são descendentes deles.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o povo brasileiro entre cinco grupos: branco, preto, pardo, amarelo e indígena, baseado na cor da pele ou raça. Quem declara sua cor ou raça é o próprio entrevistado. O censo nacional de 2010 realizado pelo IBGE encontrou o Brasil sendo composto por 91 milhões de brancos, 82,2 milhões de pardos, 14,5 milhões de negros, 2,1 milhões de amarelos e 817 mil indígenas.

A composição étnica dos brasileiros não é uniforme por todo o País. Devido ao largo fluxo de imigrantes europeus no Sul do Brasil no século XIX, a maior parte da população é branca: 78,47%. No Nordeste, em decorrência do grande número de africanos trabalhando nos engenhos de cana-de-açúcar, o número de pardos e negros forma a maioria, 59,44% e 9,53%, respectivamente. No Norte, largamente coberto pela Floresta Amazônica, a maior parte das pessoas é de cor parda (66,88%), devido ao importante componente indígena.No Sudeste e no Centro-Oeste as porcentagens dos diferentes grupos étnicos são bastante similares.

adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasileiros

Exercício.  Depois de ter lido o texto, coloque um comentário no blog antes da sexta-feira, 2 de setembro de 2016.  



sábado, 20 de agosto de 2016

A LUSOFONIA

Oi pessoal,

Vamos continuar nossa viagem para aproximar-nos pouco a pouco a cultura lusófona.

Exercício.  Leia o texto abaixo, depois escute o Hino da Lusofonia em https://estudamosportugues.wordpress.com/a-lusofonia/  

Logo procure mais informações sobre a Lusofonia e leve-as para a sala de aula na quarta-feira, 22 de agosto de 2016 para compartilhar com seus colegas. 

A Lusofonia

Origem
Em 1249 as fronteiras de Portugal no continente europeu estabilizaram-se em forma quase idêntica à que conhecemos hoje.  Pareceria que nenhuma cousa importante aconteceu nos séculos que decorreram desde então.
Porém, nada mais longe da realidade.  A partir de 1415 Portugal iniciou uma expansão através do mar, conquistando territórios em todos os continentes e multiplicando a sua área por mais de cem vezes; o primeiro dos impérios coloniais da era dos descobrimentos.
Mas para todos os territórios que Portugal colonizou, afinal chegou a descolonização.  Alguns territórios foram trocados em tratados, como Filipinas ou Uruguai; outros anexados por outras nações, como Goa ou Macau; e outros independentizados, como o Brasil na década de 1820 e o resto na década de 1970.  Seis séculos depois, a nação portuguesa retornou ao ponto de partida.
Contudo, de esse desaparecido Ultramar Português, uma herança ficou: um conjunto de povos de todo o mundo, cá e lá, nos que a língua e cultura portuguesas arraigaram para sempre.  Essa é a Lusofonia.
Territórios
Países nos que o português é língua oficial:
  • Angola
  • Brasil
  • Cabo Verde
  • Guiné-Bissau
  • Guiné Equatorial
  • Moçambique
  • Portugal
  • São Tomé e Príncipe
  • Timor-Leste
Regiões de outros países nas que o português é língua cooficial:
  • Goa (Índia)
  • Macau (China)
E não esqueçamos à Galiza (Espanha), onde fala-se o galego.
Dia da Cultura Lusófona
O Dia da Cultura Lusófona, convocado pela CPLP, celebra-se em todo o mundo o 5 de Maio.
Hino da Lusofonia
A Lusofonia não tem hino oficial, mas lembramos-nos cá do hino criado por Luís Pedro Fonseca para os Jogos da Lusofonia:
Não há terra nem há mar
Que consigam separar
Povos que falam o idioma
Do coração
Não há tempo nem distância
Que apaguem a fragrância
Dos laços da amizade
Que perdura
Não há credo
Nem há cor
Que abalem o ardor
Desta grande família
Que mora em todo o mundo
Vamos juntos celebrar
Este encontro singular
E viver intensamente
A nossa ligação
Gentes da lusofonia
Espalhem a vossa emoção
E a vossa alegria
Gentes da lusofonia
Partilhem a vossa paixão
E sabedoria
Há sabores e perfumes
E mistura nos costumes
Que nos vão fazer
Sentir a união
Vamos estreitar os laços
Estender os nossos braços
E viver momentos
De franca comunhão

sábado, 13 de agosto de 2016

AS ORIGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA



Oi pessoal,

Na sexta-feira passada nós assistimos uma parte do documentário "Língua, vidas em português".  Para conhecer um pouco mais acerca da língua portuguesa, vamos ler o texto a seguir.  Antes da quarta-feira coloquem seu comentário (breve), esse dia vamos continuar conversando sobre as origens da língua portuguesa. Para isso, peço-lhes buscar outras informações sobre o tema  na internet
  

História da origem de nosso idioma

O latim, inicialmente, era o idioma falado no antigo Império Romano, mas possuía “subdivisões”, estas eram:
  • O latim clássico: que era mais polido e mais culto, usado pelas classes dominantes do império, e também por poetas, senadores, filósofos, etc.
  • O latim vulgar: era um latim mais acessível ao povo, utilizado pelas classes consideradas mais baixas.
Daí surge a pergunta “Então por que a língua portuguesa não veio do latim clássico?”, a resposta está na época em que os conquistadores romanos dominaram a península Ibérica. Pois eles não introduziram o latim clássico, e sim o latim vulgar, que acabou originando todas as línguas posteriores naquela região – não só o português.

E PORTUGAL?

Após todo o processo de invasão de bárbaros na península Ibérica, depois da romanização destes bárbaros, passadas as lutas entre os mouros e cristãos e a proclamação de independência pelo rei Dom Afonso Henriques, Portugal via sua sociedade sendo formada durante o processo de transição do feudalismo (que se encontrava em crise) para as atividades econômicas, sendo assim, a nação “florescia” numa época de grande crescimento urbano, o que acabou transformando aquela sociedade que ainda nem estava definida.
Quanto ao latim vulgar em Portugal, foi passando por transformações, sendo mesclado ao dialeto local, adquirindo suas próprias características. Este latim, no local, não desprezava as diversas línguas faladas ali antes do domínio romano. Portanto, era inevitável que a língua portuguesa não tivesse sofrido inúmeras variações antes de chegar ao que conhecemos nos dias de hoje. A história do português é dividida em 3 fases, sendo elas:
  • Fase proto-histórica: período antes do século XII, onde os textos eram escritos em latim bárbaro.
  • Fase do português arcaico: corresponde ao período do século XII ao XVI e é subdividido em dois. O primeiro período foi quando os textos eram escritos em galego-português. E o segundo período caracteriza a separação do galego e do português.
  • Fase do português moderno: começa no século XVI, quando finalmente a língua portuguesa começa a se uniformizar, deixando as inúmeras variações de lado.

A expansão da língua portuguesa

Durante o importante período de expansão territorial lusitana – entre os séculos XV e XVI, o português foi levado para outros continentes, aliás, para todos eles. Porém, mesmo após essa visita, a língua portuguesa se “instalou” apenas em alguns locais. É língua oficial no Brasil, Angola, República Democrática de São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Nestes locais, apesar das variações, diferentes pronúncias e inclusões de características do lugar, eles mantêm uma unidade com o português de Portugal. Além disso, alguns locais espalhados pelo mundo possuem uma pequena parcela da população que falam a língua portuguesa, mesmo não sendo o idioma oficial.

fonte:  http://www.estudopratico.com.br/a-origem-da-lingua-portuguesa/

domingo, 22 de mayo de 2016

Festas brasileiras

Oi pessoal,

Vamos ler um pouco acerca de uma festa brasileira,  a FESTA JUNINA.

Exercício.  Depois da leitura do texto, escrevam seu comentário no blog e comecem a organizar a festa.

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações de alguns dias realizadas em vários países. São historicamente relacionadas com o solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), celebrados no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João). Além de São João, comemorado no dia 24, os outros são São Pedro (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos três marcam o início das festas católicas em todo o país.
Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da EuropaDinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia −, mas também ocorrem em grande escala na Irlanda, na Galiza, em partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

 Origem da fogueira

Fogueira de Festa do Verão em Mäntsälä

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira a volta do 25 de junho tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

Os balões
O uso de balões e fogos de artifício durante a festa de São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Esse costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil e se mantém em ambos os lados do Oceano Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidencia. Fogos de artifício manuseados por indivíduos e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa na Região Nordeste do Brasil, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis com desejos e pedidos são atados ao balão.
Os balões serviam para avisar que a festa iria começar. Eram soltos de cinco a sete balões para indicar o início da festança. Os balões, no entanto, estão atualmente proibidos por lei em muitos locais, como no Brasil, devido ao risco de incêndio e mortes.
Durante todo o mês de junho, é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como "traque", "chilene", "cordão", "cabeção-de-nego", "cartucho", "treme-terra", "rojão", "buscapé", "cobrinha", "espadas-de-fogo", "chuvinha", "pimentinha", "bufa-de-vei" , "biribinha" e "bombinha".

O mastro de São João

O mastro de São João − conhecido em Portugal também como o mastro dos Santos Populares − é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas, em geral, três bandeirinhas simbolizando os santos. Apesar de, hoje em dia, ter uma significação cristã bastante enraizada e ser, entre os costumes nas festas juninas, um dos mais marcadamente católicos, o levantamento do mastro se originou no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.
Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal é também erguido em junho ao se celebrarem as festas desse mês. O mesmo costume ocorre também na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, Midsommarafton. O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. A tradição do Cambeiro é celebrada em Janeiro.
Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e seus enfeites.

A Quadrilha
A quadrilha brasileira originou seu nome numa dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A quadrille francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da contredanse, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A contredanse se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.
A quadrille veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris −dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque.
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras preexistentes, tendo subsequentes evoluções (entre elas, o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta dança teve seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu influências do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.

Uma quadrilha de Sergipe
O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil e na Europa entre os começos do romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha − assim como outras danças brasileiras, como o pastoril −, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica, de certa maneira, o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de algum ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX, e seu grande apelo popular atual, aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito por estabelecimentos de ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.
Desde do século XIX, em contato com diferentes danças mais antigas do país, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:
  • "Quadrilha Caipira" (São Paulo)
  • "Saruê", corruptela do termo francês "soirée", "noite"[2] (Brasil Central)
  • "Baile Sifilítico" (Bahia)
  • "Mana-Chica" (Rio de Janeiro)
  • "Quadrilha" (Sergipe)
  • "Quadrilha Matuta"
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente acompanham a quadrilha, encontram-se o acordeão, o pandeiro, o zabumba, o violão, o triângulo e o cavaquinho. Não há uma peça musical específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.

"Quadrilha Caipira" (São Paulo)
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é ele quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do Nordeste do Brasil (indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral, o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial e a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.

Outras danças e canções
No nordeste brasileiro, é utilizado o forró, assim como ritmos aparentados tais como o baião, o xote, o reisado, o samba de coco e as cantigas típicas das festas juninas.
Costumes populares


Festa junina caipira
As festas juninas brasileiras podem ser divididas em dois tipos distintos: as festas da Região Nordeste e as festas do Brasil caipira, ou seja, nos estados de São Paulo, Paraná (norte), Minas Gerais (sobretudo na parte sul) e Goiás.
No Nordeste brasileiro, pequenas ou grandes festas reúnem toda a comunidade e muitos turistas, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e forró. É comum os participantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos, e chapéu de palha, e as mulheres com vestido colorido de chita e chapéu de palha.
No interior de São Paulo, ainda se mantém a tradição da realização de quermesses e danças de quadrilha em torno de fogueiras.
Em Portugal, há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos. As marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas. No Porto, usam martelinhos de plástico nas cabeças de quem passa e alho-porro nas cabeças e no nariz. O costume teve origem nas rusgas que se dirigiam para o bairro das fontaínhas na cidade do Porto. Pelo caminho, os populares recolhiam os alhos floridos que crescem na época para mais tarde os guardar atrás da porta de casa e assim "dar boa sorte". A quem não tinha a planta, batia-se com ela na cabeça transmitindo a boa fortuna. No início da década de 1950, o martelinho começou a substituir o alho e hoje é muito mais popular.
Na vila de Sobrado, município de Valongo no distrito do Porto, a Festa da Bugiada é uma manifestação popular tradicional que se realiza anualmente em 24 de junho, sob a invocação de São João. É uma tradição antiquíssima que tem por detrás uma lenda transmitida oralmente de geração em geração, que remontaria ao tempo em que os muçulmanos ocuparam boa parte da Península Ibérica. Essa lenda dá conta da disputa de uma imagem milagrosa de São João, detida pelos bugios, a que os mourisqueiros pretenderiam também recorrer para salvar a filha de seu rei.

Simpatias, sortes e adivinhas para Santo Antônio
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse carácter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
Confessei-me a Santo Antônio, confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando.
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo Antônio:
Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam um figurino do santo de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço. Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo. Para conseguir namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido; rezar um pai-nosso e uma salve-rainha, pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama; ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.
No dia 13, é comum ir à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente pelos frades. Em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. O pão, que é bento, deve ser deixado junto aos demais mantimentos para que estes não faltem jamais.
Em Lisboa, é tradicional uma cerimónia de casamento múltiplo no dia de Santo António, em que chegam a casar-se de 200 a 300 casais ao mesmo tempo. Esta "tradição" começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a Revolução de 1974. Voltou a reaparecer alguns anos atrás, promovida por uma cadeia de televisão.