viernes, 9 de marzo de 2018

Projetos sutentáveis

Boa tarde pessoal,

Na próxima semana vamos começar o trabalho da macro-tarefa "Argumentar sobre a viabilidade de um projeto: ecológico, étnico, antropológico, de saúde, entre outros".

Tomando em conta as apresentações orais de vocês, nas quais mostraram os objetivos das diferentes disciplinas, considero que vocês têm todos os elementos para propor um projeto viável que pudesse ser focado nos estudantes universitários da UNAM.

Para iniciar nosso trabalho peço-lhes assistir os seguintes vídeos em Youtube:

1. Voluntariado como fazer um projeto. Fátima Carvalho. 5:58'
2. Viver ciência - Segurança nas universidades. 25:11'
3. Como fazer projetos verdes e sustentáveis. 6:46'
4. Projeto saúde na escola. TVRecordLNiza. 4:28'
5. Segurança nos projetos sociais e culturais. 3:56

Depois de assistir os vídeos, postem um comentário no blog antes da quarta-feira, 14 de março de 2018.

Desejo-lhes um ótimo fim-de-semana.

domingo, 18 de febrero de 2018

CONTO, CRÔNICA E ROMANCE

Oi pessoal,


Vamos ler um pouco acerca das diferenças entre "conto", "crônica" e "romance".

Exercício.  Depois de ler o artigo, assista o vídeo "Os cem melhores contos brasileiros do século" (Nathália Mondo em Youtube), e logo poste um comentário no blog, antes da quarta-feira.


 Conto
O conto caracteriza-se por ser uma narrativa curta, um texto em prosa que dá o seu recado em reduzido número de páginas ou linhas. Apresenta como sua maior qualidade os fatores concisão e brevidade. Deve produzir em quem o lê, um efeito de impacto. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado, da feição
surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. Esta brevidade, porém, não pode comprometer a qualidade do texto, que deve cumprir o seu papel junto ao leitor com a mesma competência dos contos mais longos. O conto é do prisma de sua história e de sua essência, a matriz da novela e do romance, mas isto não significa que deva, necessariamente, transformar-se neles. Como a novela e o romance, é irreversível: jamais deixa de ser conto a narrativa que como tal se engendra. Trata-se, pois, de uma narrativa unívoca, univalente. Constitui uma unidade dramática, uma célula dramática.
Portanto, contém um só conflito, um só drama, uma só ação; unidade de ação. Todos os ingredientes do conto levam a um mesmo objetivo, convergem para o mesmo ponto. Assim, a existência dum único conflito, duma única “história” está intimamente relacionada com essa concentração de efeitos e de pormenores; o conto aborrece as digressões, as divagações, os excessos. Ao contrário, exige que todos os seus componentes estejam galvanizados numa única direção e ao redor dum só drama. Quanto a esse objetivo exclusivo para o qual deve tender a fabulação, podemos compreendê-lo considerando o seguinte: a soma dos objetivos, parciais e absolutos, que vamos tendo pela vida a fora, poderia dar uma série de pequenos dramas. A unidade de ação condiciona as demais características do conto. Assim, a noção de espaço é a primeira que cabe examinar. O lugar geográfico, por onde as personagens circulam , é sempre de âmbito restrito. À noção de espaço segue-se imediatamente a de tempo.
E aqui também se observa igual unidade. Com efeito, os acontecimentos narrados no conto podem se dar em curto lapso de tempo já que não interessam o passado e o futuro, as coisas se passam em horas, ou dias. O conto caracteriza-se por ser objetivo, atual, vai diretamente ao ponto, sem deter-se em pormenores secundários. Essa objetividade salta aos olhos com as três unidades: de ação, lugar e tempo. Tratando-se das personagens, poucas são as que intervém no conto, como decorrência natural das características apontadas: as unidades de ação, tempo e espaço. Só não parece possível o conto com uma única personagem: ainda que uma só apareça, outra figura deve estar atuando direta ou indiretamente, ou vir a atuar na formulação do conflito de que nasce a história.
A linguagem em que o conto é vazado também deve ser objetiva, plástica e utilizar metáforas de curto espectro, de imediata compreensão para o leitor; despede-se de abstração e de toda preocupação pelo rendilhado ou pelos esoterismos. O conto quer-se narrado em linguagem direta, concreta, objetiva. Dentre os componentes da linguagem do conto, o diálogo, sendo o mais importante de todos, merece ser referido em primeiro lugar. O conto por seu estofo eminentemente dramático deve ser, tanto quanto possível dialogado. De acordo com as diferentes formas que se apresentam os contos, ou seja, a proporção interna em que serão trabalhadas as unidades,  podemos definir cinco tipos de contos: o conto de ação, é um conto onde predomina basicamente a aventura, o que não significa a ausência total dos demais componentes.
É um tipo de conto linear e menos importante do que os outros, embora seja quantitativamente mais frequente; o conto de personagem é menos comum e totalmente centrado no exame da personagem, mas nunca deixando de obedecer a conjuntura própria do conto, visando sua unidade; o conto de cenário é raro. A tônica dramática transfere-se para o espaço, o ambiente. Este torna-se praticamente o herói do conto; o conto de ideia, embora o escritor se utilize de personagens, conflito, etc., serve para mostrar uma visão de mundo, ou seja, é um instrumento da ideia que pretende transmitir; o conto de emoção tem o objetivo de transmitir uma emoção ao leitor e geralmente vem mesclado ao da ideia.
Crônica
Crônica é uma narração. Uma história curta. É um gênero literário produzido para livros, jornais, internet, entre outros veículos de comunicação. Crônica tem como mote o cotidiano.
Possui algumas características. Pode ser escrita tanto na primeira como na terceira pessoa. Ser sentimental ou despojada, sempre coloquial. Ter sido inspirada em fatos reais ou fictícios. Possuir uma linguagem irônica, séria ou humorística. Independente de desfecho.
É derivada do latim ‘chronica’ – antes mesmo da era cristã significava ‘relato de acontecimentos em ordem cronológica’. Simplificando: seria um breve registro de eventos.
Com o tempo, começou a ganhar força. Há dois séculos, com o desenvolvimento da imprensa, a crônica começou a frequentar as páginas dos jornais. Conta a história, teria ela aparecido pela primeira vez no final do século XVI, em um jornal parisiense. Eram textos que comentavam fatos reais, de acontecimentos ocorridos nos últimos dias na bela cidade europeia.
Chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX. Diferenciava-se pouco com os publicados na França. José de Alencar foi um dos pioneiros a aderir a esse tipo de texto. Chegou a ser considerada uma ‘literatura menor’.
O tempo foi passando e outros foram seguindo o caminho – um deles – tomado pelo autor de O Guarani (1870), Iracema (1875), entre outros.
O tempo foi passando e a crônica passou a fazer parte do dia-a-dia dos leitores no Brasil, diferenciando-se do estilo francês, ganhando identidade própria.
Romance
A morte do romance tem sido anunciada ao longo dos tempos. Desde o começo do século 20, por exemplo, quando George Lukács viu a narrativa se distanciando da epopeia e, por isso mesmo, perdendo forças. Depois reviu a posição. Nesse mesmo tempo, o texto de ficção passou por muitas experiências, entre as mais notáveis no Ulisses, de Joyce, e no Em busca do tempo perdido, de Proust, no movimento latino-americano, que revelou García Márquez e Mario Vargas Llosa, até chegar ao medíocre romance norte-americano de hoje, que envolve ainda os grandes vendedores.
Neste momento, portanto, a ficção se dilacera entre a obra de arte e a obra voltada apenas para o leitor, transformada em mercadoria. Aliás, os próprios autores norte-americanos tentaram reunir nas suas narrativas as técnicas do romance policial e a história compra-e-vende dos europeus, para combater, por exemplo, os árabes e indianos, que escrevem - e são educados - em inglês. O mercado se diversifica, numa clara estratégia de mercado, o que não é de todo ruim: afinal, alguém tem de vender para sustentar as editoras.
Então nós temos aí duas realidades incontestáveis: a arte e o mercado. Como, então, devem se comportar os escritores? Em primeiro lugar não se preocupando com a questão das vendas, o que deve interessar somente aos editores. Afinal, eles vivem disso. E os escritores não vivem disso? É a segunda parte desta reflexão e que me interessa muito. As vanguardas exauriram a narrativa, até pela própria natureza de movimento literário. Mas só pode haver mudança através das vanguardas? Acredito, sinceramente, que não. No entanto, devemos encontrar um caminho que também possibilite a sobrevivência do romance. E ela se dá entre a simplicidade e a sofisticação, tema do meu próprio livro sobre o assunto: As estratégias do narrador, que deve ser publicado logo pela  Iluminuras.
Na simplicidade, o romance deve chegar aos olhos do leitor com tal leveza que não exija nenhum tipo de quebra-cabeça, tornando-se cada vez mais leve. Aí está o segredo. No entanto, isto não quer dizer que o escritor abdicará das técnicas interiores, que se revelarão na sofisticação. Esse caminho, aliás, já estava sendo preparado por Machado de Assis, sobretudo nos contos, e em Dom Casmurro, um dos romances mais bem elaborados do final do século 19 e começo do 20 equiparando-se ao que de melhor se escreveu na Europa. Não é sem razão que Harold Bloom escreveu: "Machado de Assis é um milagre". E que Susan Sontag, surpreendida a cada palavra, dizia que a escrita daquele mulato carioca era tão sofisticada que não podia entender o fato de ele nunca ter se afastado do Rio de Janeiro mais do que alguns quilômetros. Ai reside um tanto de preconceito.  Mas,  tudo bem.
Simplicidade e sofisticação. É claro que ninguém vai imitar Machado nem se quer revolucionar o romance - isso está fora de cogitação. Mesmo assim, chamo a atenção para o fato de que ele pode ser lido por todos, sem qualquer problema. Dois dos seus contos chamam a atenção justamente por causa da simplicidade e da sofisticação: O Machete e Um homem célebre. Embora Missa do Galo tenha se tornado o mais famoso, e reescrito até a exaustão, esses dois reúnem elementos que podem apaixonar qualquer leitor comum - pela simplicidade -, sem deixar de lado aquilo que de mais notável pode se escrever, recorrendo a técnicas de montagem e de desenvolvimento de enredo.
Só para lembrar: O Machete começa pela técnica do personagem ilustrativo, na figura do pai de Inácio Ramos - o personagem central - para desaparecer imediatamente no segundo parágrafo, sabendo-se apenas que ele morreu. Nada mais sutil. Naquele primeiro parágrafo que pode - reitero - ser lido por qualquer um há uma carga técnica impressionante. O personagem - o pai - ilustra o caráter de Inácio Ramos - o personagem - sem cair no lugar-comum e possibilitando uma leitura agradável.
Pelos movimentos internos demonstra-se que a relação pai e filho não é afetiva, embora não diga isso em lugar algum. É possível perceber o afeto e o entusiasmo quando aparecem, logo em seguida, o velho músico alemão e a mãe, esta sim, tratada com muito carinho, e colocada em oposição ao pai. Sem que o narrador tenha que dizer. A leitura, por si só, revelará os sentimentos.
Isso quer dizer: técnica. Não é regra - lembro sempre: não existem regras para a ficção. Mas um caminho a que o escritor pode ou não recorrer para o estudo. Nada mais do que isso. Sem encrencas nem debates. Tenho o maior respeito pelos que divergem de mim. Só quero pensar. Talvez discutir. Mas todos têm razão. E isso é o que importa: o amor pelo romance. Enfim, pela escrita. Por isso mesmo, encontro aí motivos suficientes para que se possa trabalhar o romance, cujos caminhos são cada vez mais ricos, mesmo que se recorra, em certo sentido, ao passado.
Fonte:
pt.shvoong.com
www.ricardonascimento.net
rascunho.rpc.com.br

domingo, 4 de febrero de 2018

LITERATURA BRASILEIRA

Oi pessoal,






Este semestre vamos conhecer um pouco acerca da literatura brasileira.

Exercício. Leiam o artigo a seguir para depois postar um comentario neste blog.  Na quarta-feira, vamos conversar sobre este tema.

LITERATURA BRASILEIRA
Fonte: https://www.todamateria.com.br/origens-da-literatura-brasileira/

A história da literatura brasileira tem início em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil. Isso porque as sociedades que aqui estavam eram ágrafas, ou seja, não possuíam uma representação escrita.
Assim, a produção literária começa quando os portugueses escrevem sobre suas impressões da terra encontrada e dos povos que aqui viviam.
Ainda que sejam diários e documentos históricos, esses representam, as primeiras manifestações escritas em território brasileiro.

Divisão da Literatura Brasileira

A literatura brasileira é subdividida em duas grandes eras que acompanham a evolução política e econômica do País.
A Era Colonial e a Era Nacional são separadas por um período de transição que corresponde à emancipação política do Brasil.
As datas que delimitam fim e início de cada era são, na verdade, marcos onde acentua-se um período de ascensão e outro de decadência. As eras são divididas em escolas literárias, também chamadas de estilos de época.

Era Colonial

A Era colonial da literatura brasileira começou em 1500 e vai até 1808. É dividida em Quinhentismo, Seiscentismo ou Barroco e o Setecentismo ou Arcadismo. Recebe esse nome pois nesse período o Brasil era colônia de Portugal.

Quinhentismo

O Quinhentismo é registrado no decorrer do século XVI. Essa é a denominação genérica de um conjunto de textos que destacavam o Brasil como terra nova a ser conquistada. As duas manifestações literárias do período são a literatura de informação e a literatura dos jesuítas.
A primeira possui um caráter mais informativo e histórico sobre o país; e a segunda, escrito por jesuítas, reúne aspectos pedagógicos.
A obra que mais merece destaque é a Carta de Pero Vaz de Caminha. Escrita na Bahia em 1500, o escrivão-mor da tropa de Pedro Álvares Cabral descreve suas impressões sobre a nova terra para o rei de Portugal.

Barroco

O Barroco é o período que se estende entre 1601 e 1768. Tem início com a publicação do poema Prosopopeia, de Bento Teixeira e termina com a fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais.
O Barroco literário brasileiro desenvolve-se na Bahia, tendo como pano de fundo a economia açucareira. Dois estilos literários que marcaram essa escola foram: o cultismo e o conceptismo.
O primeiro utiliza uma linguagem muito rebuscada e, por isso, é também caracterizado pelo 'jogo de palavras'. Já o segundo, trabalha com a apresentação de conceitos, portanto, é apontado como 'jogo de ideias'.
Um dos maiores representantes foi o poeta Gregório de Matos, conhecido como "boca do inferno". Além dele, merece destaque o padre Antônio Viera e seus Sermões.

Arcadismo

O Arcadismo é o período que se estende e 1768 a 1808 e cujos autores estão intimamente ligados ao movimento da Inconfidência, em Minas Gerais.
Agora, o pano de fundo é a economia ligada à exploração do ouro e das pedras preciosas. Além disso, destaca-se o relevante papel desempenhado pela cidade de Vila Rica (Ouro Preto).
A simplicidade, a exaltação da natureza e os temas bucólicos são as principais características dessa escola literária.
No Brasil, esse movimento tem início com a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa, em 1768. Além dele, merece destaque o poeta Tomás Antônio Gonzaga e sua obra “Marília de Dirceu” (1792).

Período de Transição

O chamado período de transição ocorre entre 1808 a 1836. É considerado um momento inerte da literatura brasileira, marcado pela chegada da Missão Artística Francesa, em 1816, contratada por Dom João IV.

Era Nacional

A Era Nacional da literatura brasileira começa em 1836 e dura até os dias atuais. Começa com o Romantismo e perpassa pelo Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e o Pós-modernismo.
Recebe esse nome pois ela aconteceu após a Independência do Brasil, em 1822. Nesse período o nacionalismo é uma forte característica, notória na literatura romântica e moderna.

Romantismo

Essa é a primeira escola literária a registrar um movimento genuinamente brasileiro. O Romantismo no Brasil se inicia em 1836, com a publicação da obra Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves Magalhães.
Perdura até 1881, quando Machado de Assis e Aluísio de Azevedo publicam obras de orientação Realista e Naturalista.
O período romântico no Brasil está dividido em três fases. Na primeira temos uma forte carga nacionalista, onde o índio é eleito herói nacional (indianismo). Os autores mais importantes são José de Alencar e Gonçalves Dias.
No segundo momento, os principais temas explorados estão ligados com o pessimismo e o egocentrismo, onde destacam-se Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu. Já na terceira fase, a mudança é notória tendo a 'liberdade' como mote principal. Os principais representantes são Castro Alves e Sousândrade.

Realismo

O Realismo no Brasil começa em 1881 quando Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas.
As principais características são o objetivismo e a veracidade dos fatos, os quais são explorados por meio de uma linguagem descritiva e detalhada. Temas sociais, urbanos e cotidianos são apresentados pelos escritores do período.
Oposto aos ideais românticos, a ideia era mostrar um retrato fidedigno da sociedade. Além de Machado de Assis, merecem destaque Raul Pompeia e Visconde de Taunay.

Naturalismo

O Naturalismo no Brasil tem início em 1881 com a publicação da obra O Mulato de Aluísio de Azevedo.
Paralelo ao realismo, esse movimento literário também pretendia apresentar um retrato fidedigno da sociedade, no entanto, com uma linguagem mais coloquial.
Da mesma forma que o movimento anterior, o naturalismo era oposto aos ideais românticos e apresentava muitos detalhes nas descrições. Entretanto, trata-se de um realismo mais exagerado onde suas personagens são patológicas. Além disso, o sensualismo e o erotismo são marcas dessa produção literária.
A obra O cortiço (1890) de Aluísio de Azevedo é um bom exemplo da prosa naturalista desenvolvida no período. Além dele, destaca-se Adolfo Ferreira Caminha e sua obra A Normalista, publicada em 1893.

Parnasianismo

O Parnasianismo tem como marco inicial a publicação da obra Fanfarras, de Teófilo Dias, em 1882. Essa também é outra escola literária que surge paralela ao realismo e o naturalismo. Todavia, sua proposta era bem diferente e portanto, foi classificada de maneira independente.
Ainda que os autores do período escolhessem temas relacionados com a realidade, a preocupação residia na perfeição das formas.
A "arte pela arte" é o mote principal do movimento. Nesse período os valores estiveram essencialmente voltados para a estética poética, como a métrica, as rimas e a versificação.
Dessa maneira, houve uma forte preferência pelas formas fixas, por exemplo, o soneto. Os escritores que se destacaram nesse período formavam a "Tríade Parnasiana": Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.

Simbolismo

O Simbolismo começa em 1893 com a publicação de Missal e Broquéis, de Cruz e Souza. Ele vai até o início do século XX, quando ocorre a Semana de Arte Moderna.
As principais características dessa escola literária são o subjetivismo, o misticismo e a imaginação.
Assim, os escritores do período, apoiados em aspectos do subconsciente, buscavam compreender a alma humana exaltando a realidade subjetiva. Destacam-se as obras poéticas de Alphonsus de Guimarães e Augusto dos Anjos. Esse último, já apresenta algumas obras de caráter pré-modernista.

Pré-Modernismo

O pré-modernismo no Brasil foi uma fase de transição entre o simbolismo e o modernismo que ocorreu no início do século XX.
Aqui, já se via despontar algumas características modernas como a ruptura com o academicismo e ainda, o uso de uma linguagem coloquial e regional.
A temática mais explorada pelos escritores do período estiveram voltadas para a realidade brasileira com temas sociais, políticos e históricos.
Com uma grande produção literária, destacam-se os escritores: Monteiro Lobato, Lima Barreto, Graça Aranha e Euclides da Cunha.

Modernismo

O Modernismo no Brasil é marcado pela Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo em 1922. É o limite entre o fim e o início de uma nova era na literatura nacional e nas artes como um todo.
Inspirado nas vanguardas artísticas europeias, o movimento modernista propõe o rompimento com o academicismo e o tradicionalismo. É assim que a liberdade estética e diversas experimentações artísticas são apresentadas nesse momento.
Esse período foi dividido em três fases: a fase heroica, a fase de consolidação e a a fase pós-moderna.
Com uma intensa produção poética, muitos escritores se destacaram: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Vinícius de Moraes, dentre outros.

Pós-Modernismo

A produção artística brasileira passa por intensa transformação após o fim da 1945. Assim, o pós-modernismo é uma fase de novas formas de expressão que acontecem na literatura, no teatro, no cinema e nas artes plásticas.
Essa nova postura moldará o imaginário por meio da ausência de valores, a liberdade de expressão e o forte individualismo. Além disso, a multiplicidade de estilos é uma marca do período.
A literatura brasileira contemporânea é composta por muitos escritores: Ariano Suassuna, Millôr Fernandes, Paulo Leminski, Ferreira Gullar, Adélia Prado, Cora Coralina, Nélida Pinõn, Lya Luft, Dalton Trevisan, Caio Fernando Abreu, entre outros.

domingo, 15 de octubre de 2017

HISTÓRIAS AOS QUADRINHOS: QUADRINHOS EM PORTUGAL



Boa tarde caros alunos,  

Desta vez vamos ler um artigo acerca das histórias aos quadrinhos em Portugal.  Dado que na quarta-feira passada, 10 de outubro, mudamos o plano de trabalho, nesta sexta-feira, 20 de outubro de 2017, vamos conversar sobre as estórias em quadrinhos, tanto do Brasil quanto de Portugal.

Exercício. Leiam o artigo abaixo para depois postar um comentário no blog, antes da quinta-feira, 19 de outubro.  No dia 20 conversaremos na sala de aula.

 Portugal: das histórias aos quadradinhos às bandas desenhadas
Por Sonia M. Bibe Luyten
No Brasil, falamos o idioma português. Também herdamos boa parte da cultura que Portugal trouxe após o descobrimento. Mas, em matéria de histórias em quadrinhos… mal nos conhecemos. Os fãs de HQ sabem mais sobre o Yellow Kid do que a respeito das Aventuras Sentimentais e Dramáticas do Senhor Simplício Baptista, publicado em 1850, muito antes do seu par norte-americano, em 1896.
As histórias aos quadradinhos ou bandas desenhadas portuguesas possuem uma riqueza e abundância de histórias e autores e uma bibliografia especializada no assunto tão grande, que é de fazer inveja para qualquer um que se dedique ao assunto.

Dos pioneiros de 1850 aos artistas maduros da década de 1940
A produção das histórias aos quadradinhos, como eram denominadas em Portugal em seu primeiro século de existência, começa em 1850, com a publicação da primeira história de Aventuras Sentimentais e Dramáticas do Senhor Simplício Baptista, assinada por Flora, provavelmente o pseudônimo de Antônio Nogueira da Silva, um dos mais importantes caricaturistas desta época.
Esta história em seqüência de quatro vinhetas, ou em tiras de duas vinhetas, apareceu no número 18 da Revista Popular, no dia 3 de agosto de 1850, atingindo todos os requisitos para se considerar uma HQ.

No entanto, o maior artista gráfico português do século XIX e início do XX foi Raphael Bordallo Pinheiro (1846 – 1905). Ele pintou e bordou como ninguém em sua época. Chegou até a passar uma temporada no Brasil e, em 1875, tornou-se grande amigo de Angelo Agostini, o nosso grande pioneiro das HQs, com as Aventuras de Nhô Quim, em 1869.

Raphael Bordallo, além de ilustrações, caricaturas, desenhos e quadrinhos, tinha também uma fábrica de cerâmica e seus artefatos neste campo ficaram tão famosos quanto suas obras gráficas. Entre 1870 e 71, ele iniciou sua revolução na ilustração gráfica portuguesa nas revistas A Berlinda e O Binóculo.
Já em 1872, ele transpôs as fronteiras com seu álbum Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a Picaresca Viagem do Imperador Rasilb pela Europa. “Rasilb” é um anagrama de “Brasil” e o personagem principal era o próprio Imperador Dom Pedro II, que passou parte considerável de seu longo reinado viajando pelo mundo, o que o tornou um alvo de chacota do artista português, liberal e anti-monarquista.

Ao lado de Eça de Queirós, Raphael Bordallo Pinheiro foi uma das grandes figuras da famosa “Geração de Setenta” (anos 70 do século XIX), que é considerada a grande criadora de caricaturas nacionais. Da criatividade de Eça surgiu o famoso Conselheiro Acácio; e de Raphael, o Zé Povinho, criado nas páginas da revista Lanterna Mágica, em 1874, e que tornou-se o maior acontecimento de toda a produção satírica portuguesa.

O Zé Povinho, até hoje, é um personagem emblemático, uma representação simbólica – ainda que caricatural – da personalidade lusa, desde o século XIX até os dias atuais. Só a respeito de Raphael Bordallo, foram publicados inúmeros livros e artigos; e sua contribuição para as artes gráficas encanta até hoje. Os quadrinhos portugueses foram muito precoces também no segmento infantil, com publicações como O Amigo da Infância, editada pela Igreja Evangélica Portuguesa, de 1874 a 1840; e Recreio Infantil, de 1874 a 1876.

Outras revistas para crianças foram: Jornal da Infância (1883), O Gafanhoto (1903). Aliás, neste último caso, o personagem homônimo, que deu nome à revista, tornou-se o primeiro grande herói dos quadrinhos infantis portugueses.

Por outro lado, no mesmo período, também já apareciam quadrinhos eróticos como A Chacota (1882) e O Pimpão (1879). O período que vai de 1910 a 1940 é considerado a era artística do quadrinho português. Isso quer dizer que as produções do gênero eram fruto de um trabalho individual aprimorado. Como grande exemplo destes tempos, citamos Stuart Carvalhais (1887 – 1961). Ele é considerado o verdadeiro criador dos quadrinhos portugueses quando publica, em 1915, a história de Quim e Manecas, na revista Século Comico.

Tratam-se das peripécias de dois malandros, tipicamente anarquistas juvenis; e seu aparecimento coincide com a mudança política do autor, quando abandona seus ideais monarquistas e passa a apoiar a república. Stuart Carvalhais era polivalente. Trabalhou em todos os setores de artes gráficas e, na área de quadrinhos, em praticamente todas as revistas e jornais de sua época.

Na década de 1920, aparece uma revista decisiva no cenário português, o ABC-zinho. Lançada por Stuart Carvalhais, contou com a preciosa colaboração de Cotinelli Telmo (1897 – 1948) e virou uma referência obrigatória para todos os que se interessam pelo quadrinho lusitano. Ainda mais influente do que o ABC-zinho foi O Mosquito, criado em 1936, e que durou até 1977. Nesta revista colaborou uma plêiade de grandes artistas, como Eduardo Teixeira Coelho (E.T.Coelho), José Garcez e Jayme Cortez.

A vez do público juvenil
O sucesso da revista infantil ABC-zinho fez ver aos editores a viabilidade de uma imprensa periódica juvenil. E, entre as décadas de 1920 e 1930, inúmeros títulos, uns duradouros, outros não, chegavam às mãos da moçada lusitana. Revistas como O Carlitos, O Senhor Doutor, e suplementos encartados nos jornais como Có-Có-Ró-Có (do Diário de Notícias) e Tic-Tac, eram publicadas em diversas cidades de Portugal, trazendo os maiores desenhistas deste período.

Além disso, nos anos compreendidos entre as duas Grandes Guerras, os próprios portugueses diziam que houve tanta proliferação de revistas humorísticas, quanto o número de tendências e partidos políticos. Na década de 1930, aparece a revista O Papagaio, da imprensa católica infantil, por onde passaram outros bons nomes do desenho, como Tom (um carioca que imigrou para Portugal aos 20 anos), José de Lemos, Júlio Resende, Arcindo Madeira e muitos outros.

Houve ainda dois acontecimentos que fizeram com que a produção de quadrinhos portugueses tomasse um rumo ainda mais firme. O primeiro foi durante a Segunda Guerra Mundial, na qual Portugal manteve neutralidade absoluta, mas proibiu a publicação de quadrinhos estrangeiros. Desta maneira, o país se manteve livre da avassaladora influência norte-americana, o que motivou o aparecimento de novos artistas e séries e difundiram hábitos de leitura.

Logo depois da vitória dos aliados, com o fortalecimento da ditadura salazarista, aprovou-se uma lei exigindo que 75% das histórias em quadrinhos publicadas fossem de origem portuguesa. Dessa maneira, não é preciso perguntar por que as histórias aos quadradinhos tiveram tanta força em Portugal, apesar da censura. Aliás, sabemos nós, aqui no Brasil, que a censura política aguça ainda mais o espírito criador dos artistas.

Mas nem todos os desenhistas sentiam-se muito felizes com o regime ditatorial, e um dos mais importantes deles, Jayme Cortez, resolveu imigrar para o Brasil, em 1947. Aqui, ele se tornou um grande mestre para muitos artistas brasileiros e trabalhou em diversos órgãos, além de dar assistência para jovens da época como Mauricio de Sousa.


Juntamente com Jayme Cortez veremos um grupo de desenhistas como Eduardo Teixeira Coelho, Fernando Bento, António Barata, José Rodrigues Neves, José Ruy, José Garcês e Vítor Péon, que consolidaram os quadrinhos em Portugal. O peso deles é tão forte, que a “Escola Portuguesa” das HQs começa aí.

sábado, 7 de octubre de 2017

ESTÓRIA EM QUADRINHOS NO BRASIL

Oi pessoal,

Lembram de quando vocês eram crianças?  Vocês gostavam de ler estórias em quadrinhos? Tinham alguma favorita? Pois, desta vez vamos conhecer um pouco das estórias em quadrinhos que as crianças brasileiras lêem.  Talvez vocês achem que esse tipo de leitura já não é para vocês estudantes universitários, mas eu estou certa de que vocês vão aprender um pouco do português usado pelas crianças brasileiras.

A macro-tarefa que vamos começar na segunda-feira, 9 de outubro, é "escrever uma estória em quadrinhos", vocês terão que ser muito criativos e pensar em uma estória em quadrinhos que vocês gostariam de compartilhar com seus colegas. Curtam muito!

Exercício. Leiam o texto abaixo para logo postar um breve comentário no blog e conversar na sala de aula sobre o conteúdo do artigo. Vocês  podem procurar outras informações sobre o tema através da internet.

A publicação de histórias em quadrinhos no Brasil começou no início do século XX. No país o estilo comics dos super-heróis americanos é o predominante, mas vem perdendo espaço para uma expansão muito rápida dos quadrinhos japoneses (conhecidos como Mangá). Artistas brasileiros têm trabalhado com ambos os estilos. No caso dos comics alguns já conquistaram fama internacional (como Roger Cruz que desenhou X-Men e Mike Deodato que desenhou Thor, Mulher Maravilha e outros).

A única vertente dos quadrinhos da qual se pode dizer que desenvolveu-se um conjunto de características profundamente nacional é a tira. Apesar de não ser originária do Brasil, no país ela desenvolveu características diferenciadas. Sob a influência da rebeldia contra a ditadura durante os anos 60 e mais tarde de grandes nomes dos quadrinhos underground nos 80 (muitos dos quais ainda em atividade), a tira brasileira ganhou uma personalidade muito mais "ácida" e menos comportada do que a americana.

1960 à atualidade
Em 1960 começou a ser publicado a revista O Pererê com texto e ilustrações de Ziraldo (mesmo autor de O Menino Maluquinho). O personagem principal era um saci e não raro suas aventuras tinham um fundo ecológico ou educacional. Também na década de 60 o cartunista Henfil deu início a tradição do formato "tira" com seus personagens Graúna e Os Fradinhos.Foi nesse formato de tira que estrearam os personagens de Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica ainda no fim de 1959. Só mais tarde suas histórias passaram a ser publicadas em revistas, primeiro pela Editora Abril, depois (1987) pela Editora Globo e a partir de 2007 pela Editora Panini.


Mauricio de Sousa (Santa Isabel, 27 de outubro de 1935) é um dos mais famosos cartunistas do Brasil, criador da "Turma da Mônica".
Os três primeiros livros da carreira de Mauricio de Sousa foram publicados pela Editora FTD: Piteco, Penadinho e O Astronauta.
Em 1959 cria tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono, Bidu e Franjinha, surgindo os primeiros personagens conhecidos da era Mônica.
Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no 1º número da revista Saiba Mais,é revelado que a primeira criação do Mauricio foi o personagem "Capitão Pícolé"

Mauricio criou vários universos de personagens. Assim como a turma da Mônica, também podemos classificar esses universos como "turmas" de algum personagem.
Turma da Mônica - A turma original de crianças; A Turma da Mônica compreende um grupo de personagens de história em quadrinhos criado por Mauricio de Sousa. É o maior dos grupos (chamados de "turmas") de personagens criados por ele, possuindo ainda uma série de minigrupos, nos quais os personagens passam por várias peripécias cotidianas. O termo pode se referir também a todos os personagens já criados por Mauricio, mas que, a rigor, não fazem parte da "Turma da Mônica", tais como os personagens da Turma da Mata ou da Turma do Penadinho.

Turma do Chico Bento - Uma turma de crianças vivendo num meio rural, típico de cidades pequenas no interior do Brasil;
Turma do Piteco - Personagens adultos (mas histórias ainda infantis) numa pré-história estilizada (com homens caçando dinossauros para se alimentar, por exemplo);

Turma do Pelezinho - Uma outra turma de crianças com estorias sempre envolvendo o tema do Futebol com o personagem principal sendo o próprio Pelé, Edson Arantes do Nascimento. A revista circulou na década de 1970;

Turma da Tina - Adolescentes, envolvidos com faculdade, paqueras, etc.;

Turma do Bidu - Personagens são animais de estimação (cachorros, gatos, etc.), com uso pesado de meta-linguagem (Bidu constantemente se envolve em dialogos com o 'Desenhista' da estória);

Turma da Mata - Grupo de animais selvagens (africanos e brasileiros) antropomorfizados, vivendo num reino de um Leão.

Turma do Penadinho - Aventuras cômicas com personagens típicos de estórias de terror (como um fantasma, um vampiro, um lobisomem, uma múmia e a própria Morte), no cemitério onde moram.

Astronauta (1975)- Um aventureiro espacial solitário que utiliza uma nave redonda. Note que é um astronauta brasileiro, de um fictício órgão chamado Brasa.

Horácio (1963)-  Um pequeno dinossauro órfão, de grande coração. Diz-se que, através de Horácio, Mauricio expressa sua moral e ética.

Papa-Capim (1975)-  Um índio brasileiro ainda criança (curumim), vivendo numa taba provavelmente na Amazônia.
Nico Demo (1966) - Um garoto sarcástico e malvado, o contrário dos outros personagens.

Ronaldinho Gaúcho

 - inspirado no também jogador de futebol Ronaldo de Assis Moreira. A revista foi lançada pelo cartunista em 28 de Dezembro de 2005, em Porto Alegre, em evento que contou com a presença do craque gaúcho. O personagem tem as cores da bandeira brasileira: amarelo (camisa), verde (calção), branco (meias) e azul (chuteira), como também, a exemplo do jogador na vida real, usa um pingente com a letra R.





Referências:
http://pt.wikipedia.org

martes, 19 de septiembre de 2017

EQUIDADE DE GÊNERO

Oi caros alunos,Resultado de imágenes de imagenes "equidad de genero"Resultado de imagen de imagenes "equidad de genero"

Nas últimas aulas temos falado acerca dos problemas que afetam nossa vida atualmente.  Essa problemática se deve a vários fatores, e um problema que ontem tratou Gerry com vocês foi a falta de equidade de gênero tanto no Brasil quanto no México.

Visto que esse é um gravíssimo problema atual na sociedade mexicana, e outras mais, peço-lhes assistir o vídeo QUANDO OS HOMENS MUDAM, está em YouTube e tem uma duração de 3:54'.  É um documento curtinho mas o conteúdo é muito rico, dá para uma boa conversa amanhã, quarta-feira, 20 de setembro.

Exercício. Assistam o vídeo e hoje mesmo postem seu comentário no blog.  Amanhã conversaremos amplamente sobre o tema do vídeo.



Tudo de bom para vocês!Resultado de imagen de imagenes "equidad de genero"Resultado de imágenes de imagenes "equidad de genero"

sábado, 26 de agosto de 2017

RUBEM BRAGA, O MAIOR CRONISTA BRASILEIRO.



Oi pessoal,
Vamos ler um pouco sobre o trabalho de Rubem Braga.

Rubem Braga

"Sempre tenho confiança de que não serei maltratado na
porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem
para não me deixar entrar, ele ficar?indeciso
quando eu lhe disser em voz baixa:
"Eu sou l?de Cachoeiro..."


Na noite de segunda-feira, 17 de dezembro de 1990, o escritor Rubem Braga reuniu um pequeno grupo de amigos, cada vez mais selecionados por ele, na sua cobertura em Ipanema. Foi uma visita silenciosa, mas claramente subentendida pelos amigos Moacyr Werneck de Castro, Otto Lara Resende e Edvaldo Pacote. Às 23h30 da noite de quarta-feira, sedado num quarto do Hospital Samaritano, Rubem Braga morreu, sozinho como desejara e pedira aos amigos.
A causa da morte foi uma parada respiratória em conseqüência de um tumor na laringe que ele preferiu não operar nem tratar quimicamente.
Rubem Braga, considerado por muitos o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES, a 12 de janeiro de 1913. Iniciou seus estudos naquela cidade, porém, quando fazia o ginásio, revoltou-se com um professor de matemática que o chamou de burro e pediu ao pai para sair da escola. Sua família o enviou para Niterói, onde moravam alguns parentes, para estudar no Colégio Salesiano. Iniciou a faculdade de Direito no Rio de Janeiro, mas se formou em Belo Horizonte, MG, em 1932, depois de ter participado, como repórter dos Diários Associados, da cobertura da Revolução Constitucionalista, em Minas Gerais — no front da Mantiqueira conheceu Juscelino Kubitschek de Oliveira e Adhemar de Barros.
Na capital mineira se casou, em 1936, com Zora Seljan Braga, de quem posteriormente se desquitou, mãe de seu único filho Roberto Braga.
Foi correspondente de guerra do Diário Carioca na Itália, onde escreveu o livro "Com a FEB na Itália", em 1945, sendo que l?fez amizade com Joel Silveira. De volta ao Brasil morou em Recife, Porto Alegre e São Paulo, antes de se estabelecer definitivamente no Rio de Janeiro, primeiro numa pensão do Catete, onde foi companheiro de Graciliano Ramos; depois, numa casa no Posto Seis, em Copacabana, e por fim num apartamento na Rua Barão da Torre, em Ipanema.
Sua vida no Brasil, no Estado Novo, não foi mais fácil do que a dos tempos de guerra. Foi preso algumas vezes, e em diversas ocasiões andou se escondendo da repressão.
Seu primeiro livro, "O Conde e o Passarinho", foi publicado em 1936, quando o autor tinha 22 anos, pela Editora Jos?Olympio. Na crônica-título, escreveu: "A minha vida sempre foi orientada pelo fato de eu não pretender ser conde." De fato, quase tanto como pelos seus livros, o cronista ficou famoso pelo seu temperamento introspectivo e por gostar da solidão. Como escritor, Rubem Braga teve a característica singular de ser o único autor nacional de primeira linha a se tornar célebre exclusivamente através da crônica, um gênero que não ?recomendável a quem almeja a posteridade. Certa vez, solicitado pelo amigo Fernando Sabino a fazer uma descrição de si mesmo, declarou: "Sempre escrevi para ser publicado no dia seguinte. Como o marido que tem que dormir com a esposa: pode estar achando gostoso, mas ?uma obrigação. Sou uma máquina de escrever com algum uso, mas em bom estado de funcionamento." 
Foi com Fernando Sabino e Otto Lara Resende que Rubem Braga fundou, em 1968, a editora Sabi? responsável pelo lançamento no Brasil de escritores como Gabriel Garcia Márquez, Pablo Neruda e Jorge Luis Borges.
Segundo o crítico Afrânio Coutinho, a marca registrada dos textos de Rubem Braga ?a "crônica poética, na qual alia um estilo próprio a um intenso lirismo, provocado pelos acontecimentos cotidianos, pelas paisagens, pelos estados de alma, pelas pessoas, pela natureza."
A chave para entendermos a popularidade de sua obra, toda ela composta de volumes de crônicas sucessivamente esgotados, foi dada pelo próprio escritor: ele gostava de declarar que um dos versos mais bonitos de Camões ("A grande dor das coisas que passaram") fora escrito apenas com palavras corriqueiras do idioma. Da mesma forma, suas crônicas eram marcadas pela linguagem coloquial e pelas temáticas simples.
Como jornalista, Braga exerceu as funções de repórter, redator, editorialista e cronista em jornais e revistas do Rio, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Foi correspondente de "O Globo" em Paris, em 1947, e do "Correio da Manh?quot; em 1950. Amigo de Caf?Filho (vice-presidente e depois presidente do Brasil) foi nomeado Chefe do Escritório Comercial do Brasil em Santiago, no Chile, em 1953. Em 1961, com os amigos Jânio Quadros na Presidência e Affonso Arinos no Itamaraty, tornou-se Embaixador do Brasil no Marrocos. Mas Braga nunca se afastou do jornalismo. Fez reportagens sobre assuntos culturais, econômicos e políticos na Argentina, nos Estados Unidos, em Cuba, e em outros países. Quando faleceu, era funcionário da TV Globo. Seu amigo Edvaldo Pacote, que o levou para l? disse: "O Rubem era um turrão, com uma veia extraordinária de humor. Uma pessoa fechada, ao mesmo tempo poeta e poético. Era preciso ser muito seu amigo para que ele entreabrisse uma porta de sua alma. Ele s?era menos contido com as mulheres. Quando não estava apaixonado por uma em particular, estava apaixonado por todas. Eu o levei para a Globo... Ele escrevia todos os textos que exigiam mais sensibilidade e qualidade, e fazia isto mantendo um grande apelo popular."

Exercício.  Depois de ter lido o texto acima, assista os vídeos: 
Rubem Braga - Entrelinha  e   Rubem Braga - O inventor da crônica
Youtube. Logo coloque um comentário no blog (antes da quarta-feira, 30 de agosto de 2017)